endividamento próprio?

Algo que me choca sempre que tenho que me deslocar a uma grande superfície comercial é a gigantesca multidão com que nos deparamos. Ocorre-me sempre um politicamente incorrecto “raios, mas estamos em crise porque toda a gente fez empréstimos para pagar a casa e depois nem desfrutam da mesma?” Recordo vivamente que nos meus tempos na Faculdade de Letras foi raro o colega ou o amigo que não sucumbiu à tentação do crédito fácil e se endividou até aos 65 anos, pelo menos, para ter casa própria. E contra mim falo.

Entretanto já todos nos apercebemos que não compramos casa própria, contratamos foi um endividamento próprio que nos hipotecou toda uma vida (ou acham que depois dos 65 anos é uma boa altura para se começar a viver a vida como sempre quisemos?). E entretanto, crise oblige, a banca viu-se obrigada a rever a melhor maneira de escravizar os cidadãos em ainda mais tenra idade e em vez de cativar os jovens que encontravam o seu primeiro emprego ou eram trabalhadores estudantes (um mercado limitado, embora já considerável) vai de copiar a banca americana e criar os malfadados “créditos estudantis” em que se atribuem créditos aos estudantes sem quaisquer rendimentos para tirarem o seu curso e só depois os começarem a pagar. Como as probabilidades de desemprego são actualmente quase absolutas não invejo o futuro económico dos jovens que têm contraído este tipo de empréstimos. Pior só mesmo os de crédito ao consumo.

Na realidade existem opções que jovens como eu, na altura, nunca consideraram. Uma delas são as casas pré-fabricadas em madeira, mais baratas que o habitual apartamento e bem maiores ou as casas por módulos. Outra opção ainda mais barata e que já começa a ter saída em Portugal é a de comprar contentores marítimos em segunda mão e convertê-los (é verdade, existem inclusive já algumas empresas especializadas na adaptação de contentores de carga).

Um contentor usado custa cerca de 2.400 euros em Portugal, dependendo do tamanho e dos desejos de cada proprietário um só contentor pode servir para uma a três divisões, mas imagine que opta por um contentor por divisão, uma moradia de tamanho considerável como um T4 irá custar-lhe 12.000 euros. Digam lá se não é uma opção extremamente tentadora?

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postal de luto

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aviso à navegação

Estamos em modo de férias até dia 28 de Agosto. Gratos pela atenção.

PS - mas às terças continuamos no Semanário O Diabo.

PPS - infelizmente devido a um falecimento inesperado na família não me foi de todo possível cumprir com a minha coluna.

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pensamento do dia

Serei o único a achar que seria extremamente razoável o ensino superior público instaurar uma modalidade que permitisse o pagamento mensal das propinas? Sei lá, parece-me daquelas boas vontades que mostrariam que a Universidade moderna não foi pensada de raiz só para os ricos, digo eu, mero colunista.

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pensamento do dia

O "Fear Factor" parece ter perdido todo o sentido original, seja lá quem escreva os desafios no programa já não explora o medo dos concorrentes, explora o seu grau de tolerância ao nojo. Comer animais mortos cheios de moscas ou insectos não mete medo, mete é nojo. Deviam mudar o nome do programa para "Estômago de Aço".

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o dinheiro mágico "deles"

Este governo ao menos podia ter vergonha na cara e ficar calado, não mentir ou pelo menos não se deixar ser apanhado a mentir. Então o governo vai financiar o novo banco quase a 100% mas "os contribuintes não suportarão os custos"???? Ou seja, o governo tem uma árvore de dinheiro para este financiamento e por isso, desta vez, o dinheiro deles não é o dos nossos impostos, vulgo dos contribuintes?

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os loucos das bicicletas

Eu quando era novo era necessária uma licença para andar de bicicleta dentro das cidades, a bicicleta tinha que ser registada, tinha matrícula, era obrigatório ter reflectores e uma luz (caso se andasse de noite) e era obrigatório capacete. Também se tinham aulas teóricas para se conhecerem os sinais de trânsito. Hoje só querem direitos e não há qualquer dever, compram a bicicleta e andam por aí sem reflectores, sem capacetes, sem matrícula e sem sequer pararem nos sinais vermelhos. Agora querem que sejam os motorizados a pagar quando têm algum acidente, mesmo que causado por eles. O mundo está louco.

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os tiriricas da madeira

Pobre Manuel Monteiro, bem tentou extinguir o PND para evitar estas vergonhas mas os militantes reunidos em congresso optaram por não o fazer... devem estar arrependidos, digo eu.

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a nova "nova cidadania"


Fui durante dois anos assinante da revista Nova Cidadania após ter encontrado, por mero acaso, um exemplar à venda num quiosque em Belém. Quando mudei de casa (na altura era estudante na FLUL e alugava um quarto) não renovei a assinatura e, entretanto, nunca mais me lembrei da dita cuja. Soube hoje que a mesma ainda existe, já dispõe de uma página oficial (coisa que na altura não possuía) e foi graficamente renovada, como se pode confirmar aqui. Dada a escassez de revistas políticas e de ideias em Portugal que não sejam estreitamente ligadas ao Partido Comunista Português (embora pessoalmente de quando em vez não resista em comprar a Seara Nova e a O Militante, mas só lá de quando em vez) aconselho vivamente a assinatura desta revista. 

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as opções da malaysia airlines

Ora bem, depois de eu ter questionado aqui a opção da Malaysia Airlines (e da comunidade internacional) em manter aberto o corredor aéreo sobre uma zona de guerra, nomeadamente a Ucrânia - com o desfecho que se sabe, os génios desta empresa alteraram a rota do mesmo e agora o voo em vez de passar pela Ucrânia passa agora pela Síria... nem sei que vos diga. 

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pensamento do dia

Chegaram hoje a Donetsk 205 voluntários sérvios para combater do lado pró-russo. À medida que aumenta o número de voluntários europeus de ambos os lados a Guerra Civil na Ucrânia assemelha-se cada vez mais à Guerra Civil de Espanha, digo eu, esperemos que não seja precursora da mesma desgraça à escala europeia.

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com água na boca

Ainda não comprei o meu exemplar da revista Gerador, mas este texto do editor, Pedro Saavedra, deixou-me com água na boca.

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